Para buscar as riquezas do sertão, os paulistas organizaram, por quase três séculos, expedições chamadas "bandeiras". A origem da palavra bandeira nos remete à expressão militar "bando" (grupo de homens armados), muito comum em Portugal, durante a Idade Média.
Pelos rios, principalmente os da bacia do Tietê, as bandeiras alcançaram o interior habitado pelos nativos, chegando aos atuais Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e às regiões onde se localizavam as aldeias jesuíticas.
Inicialmente o índio era capturado próximo à vila, sendo usado como força de trabalho nas plantações e na defesa da localidade, ameaçada pelo ataque de tribos inimigas, como os Tamoios e os Carijós. À medida que os paulistas precisaram obter maior número de cativos para negociá-los a outras capitanias, os índios fugiram, obrigando-os a ir cada vez mais longe.
A organização das bandeiras mobilizava toda a vila. Podiam ser formadas por centenas ou até mais de mil homens, sendo o número de mamelucos e índios sempre bem maior do que o de brancos.
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