sexta-feira, 13 de setembro de 2013

bandeirantes

Impossibilitados de adquirir escravos negros, os paulistas lançaram-se ao apresamento de índios. Na verdade, o uso do trabalho escravo era objetivo comum dos colonos portugueses. Tanto os índios, "os negros da terra", usados pelos paulistas, como os negros africanos de que se valiam os senhores de engenho do Nordeste, significavam mão-de-obra escrava. Sem ela os colonos não conseguiriam produzir, nem "se sustentar na terra".

Para buscar as riquezas do sertão, os paulistas organizaram, por quase três séculos, expedições chamadas "bandeiras". A origem da palavra bandeira nos remete à expressão militar "bando" (grupo de homens armados), muito comum em Portugal, durante a Idade Média.

Pelos rios, principalmente os da bacia do Tietê, as bandeiras alcançaram o interior habitado pelos nativos, chegando aos atuais Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e às regiões onde se localizavam as aldeias jesuíticas.

Inicialmente o índio era capturado próximo à vila, sendo usado como força de trabalho nas plantações e na defesa da localidade, ameaçada pelo ataque de tribos inimigas, como os Tamoios e os Carijós. À medida que os paulistas precisaram obter maior número de cativos para negociá-los a outras capitanias, os índios fugiram, obrigando-os a ir cada vez mais longe.



A organização das bandeiras mobilizava toda a vila. Podiam ser formadas por centenas ou até mais de mil homens, sendo o número de mamelucos e índios sempre bem maior do que o de brancos.

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